Mindfulness Brasil

Mindfulness é ferramenta importante para viver mais e melhor



Além dos benefícios para a saúde e equilíbrio emocional, a prática de mindfulness tem potencial para impactar positivamente no processo de envelhecimento, tornando-o mais saudável e longevo

Embora as pesquisas sobre o impacto da prática regular de mindfulness no processo de envelhecimento sejam mais recentes, já há evidências científicas consideráveis de que essas técnicas possam trazer diversos benefícios para quem quiser viver mais e melhor.

Além dos efeitos positivos já amplamente conhecidos sobre os sintomas de ansiedade, depressão e dor crônica, altamente prevalentes conforme vamos ficando mais velhos, evidências promissoras também mostram que a prática da atenção plena melhora a função cognitiva, como a melhora da atenção e memória, os quais são fatores muito sensíveis quando falamos em envelhecimento e, em especial, para a prevenção do desenvolvimento de quadros demenciais.

Além disso, a atenção é aspecto-chave na prevenção de quedas no envelhecimento: aproximadamente 30% das pessoas acima de 60 anos experimentam uma ou mais quedas por ano, resultando em ferimentos, perda de independência e redução da
qualidade de vida.

Apesar de existirem vários fatores de risco conhecidos para essas quedas, incluindo a perda muscular e desequilíbrio, é amplamente reconhecido que o funcionamento cognitivo prejudicado, em especial a atenção, é um fator de risco extremamente relevante quedas. Por exemplo, muitos dessas pessoas que sofreram quedas citam que “não estavam prestando atenção” no momento do acidente.

Mindfulness aumenta a longevidade?

Desde os primórdios da humanidade, as pessoas têm procurado formas de aumentar o tempo de vida, especialmente se há também qualidade de vida. Idealmente, queremos aumentar não só a longevidade mas a capacidade de aproveitá-la, mas, infelizmente, nem
sempre os dois caminham juntos.

Por outro lado, avanços na área da saúde, associados ao maior conhecimento sobre um estilo de vida mais saudável (nutrição, exercícios e gerenciamento do estresse) têm impulsionado nossa capacidade de aumentar a longevidade e a qualidade de vida.

Nesse contexto, mindfulness tem se mostrado uma ferramenta-chave, pois tem potencial de impactar na longevidade de diversas maneiras, começando no nível celular. Por exemplo, afetando positivamente o comprimento dos telômeros, indicadores do
envelhecimento celular. Os telômeros são como “capas protetoras de proteínas” nas extremidades de nosso DNA (material genético). Quanto maiores os telômeros, mais vezes uma célula pode dividir, o que traduz a longevidade no nível celular.

O encurtamento dos telômeros acontece naturalmente à medida que envelhecemos, podendo ser acelerado pelo estresse, acelerando consequentemente o processo de envelhecimento. Por outro lado, pesquisas nas últimas décadas nos mostram que a
prática regular da meditação e de mindfulness podem prevenir esse processo, às vezes até aumentando o tamanho de nossos telômeros, provavelmente mediado pelo melhor manejo do estresse do dia a dia.

Vamos praticar?

Mande sua pergunta: Se você tem alguma dúvida ou curiosidade sobre mindfulness, atenção plena, ou neurociência do comportamento, por favor me escreva que terei prazer em abordar seu tema em textos futuros: demarzo@unifesp.br

Referência:

Demarzo & Garcia-Campayo. Manual Prático de Mindfulness: curiosidade e aceitação. Editora Palas Athena, 2015.

Para saber mais sobre mindfulness:

www.mindfulnessbrasil.com (Mente Aberta – Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde – UNIFESP)

www.webmindfulness.com (WebMindfulness – Grupo de Pesquisa Coordenado pelo Prof. Javier García-Campayo – Universidad de Zaragoza, informações em espanhol)

www.umassmed.edu/cfm (Centro de Meditação “Mindfulness” na Medicina, Universidade de Massachusetts, Estados Unidos, informações em inglês)

 

 

Fonte – UOL

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