Costuma-se dizer que mindfulness e a compaixão são as “duas asas do pássaro da sabedoria”. Entretanto, devido às definições mais frequentemente achadas em nossos dicionários, muitas vezes se confunde compaixão com “sentimento de comiseração e lástima por quem sofre desgraças”, o que acaba gerando confusão e preconceito em relação ao tema. Tal visão da compaixão é radicalmente diferente da usada em mindfulness (na qual se pressupõe que a compaixão é um sentimento entre iguais) e tampouco coincide com os conceitos mais predominantes na psicologia contemporânea. Uma das definições científicas mais aceitas é a de Goetz e  ...[MAIS]
A palavra "compaixão" gera muita confusão em português, sendo frequentemente confundida com "piedade" ou "dó", o que implica num sentimento de superioridade em relação à pessoa que está mal. Por outro lado, a compaixão tem entrado cada vez mais na medicina e psicologia como uma ferramenta para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, cada vez mais valorizadas nas comunicações interpessoais, em especial no ambiente de trabalho (é uma das bases do que chamamos de inteligência emocional). A psicologia moderna define a compaixão como "o sentimento que surge quando se testemunha o mal-estar (sofrimento, estresse) do outro (ou  ...[MAIS]